DOADORAS E RECEPTORAS DE ÓVULOS
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Explicação Inicial

Entre as principais causas de infertilidade e mais difícil de ser aceita pela mulher é a ausência ou incapacidade de óvulos de serem fertilizados, isto é, o ovário não produz mais óvulos capazes de gerar filhos. É um momento de decepção, pois ela acredita que não será mais possível ser mãe. Este fato pode acontecer em mulheres com menopausa precoce ou falência ovariana prematura(www.menopausaprecoce.com.br); em mulheres jovens que após repetidos tratamentos de fertilização in vitro não formaram embriões de boa qualidade; na própria menopausa na idade certa (ao redor dos 50 anos); época em que não existem mais óvulos ou em casos de cirurgias mutiladoras em que são retirados os dois ovários.

Nos dias de hoje, cada vez mais as mulheres retardam o casamento ou a busca por um filho dando prioridade à sua formação e carreira profissional ou à conquista de bens materiais. Outras, ao redor dos 50 anos, reencontram uma vida afetiva feliz num segundo casamento com um homem sem filhos e que deseja uma família. Outras, o destino quis que casassem mais tarde. Não importa o motivo. A solução é a DOAÇÃO DE ÓVULOS. Estas mulheres podem ser mães e gerar seu(s) filho(s) no seu próprio ventre, tendo um bebê fruto dos espermatozóides do seu marido e um óvulo de uma mulher doadora (veja as regras nos próximos itens). O primeiro impacto desta proposta de tratamento para estas pacientes é sempre de indignação, acompanhada de comentários como: "Desta maneira não me interessa", "Então este filho não será meu", "Esta criança não terá as minhas características, nem o meu DNA", e outros.

Estas afirmações são feitas por quase todas as mulheres numa fase inicial. Mesmo quando é fornecida uma vasta quantidade de informações necessárias para a compreensão desse processo, deixam a clínica frustradas e acreditando que desistirão de ter filhos para sempre. Porém, após um período de reflexão e conhecimento retornam, aceitando esta opção para ter seus filhos. É muito gratificante cuidar destes casais, porque a tristeza que tinham por considerarem irreversível a sua fertilidade torna-se uma felicidade inesperada.

A doação de óvulos é um tratamento muito sigiloso que é do conhecimento exclusivo do médico, do casal, e algumas vezes, dependendo deles, de alguém muito íntimo (mãe ou irmã). As doadoras deve ser anônimas, isto é, não podem ser da própria família nem conhecidas do casal. Devem ter semelhança física, tipo de sangue compatível e saúde física e mental comprovados por exames. A incorporação do sentimento de mãe e o espírito de paternidade após a constatação do sucesso da gravidez é tão grande, que todos os casais após esse momento mal se lembram de que a gestação foi conseguida por óvulos doados. O que importa para essas mães é que o bebê veio do seu próprio ventre. Ela sentirá o bebê mexer, a barriga crescer e dará à luz, e deste momento em diante até o resto da sua vida será seu filho. Existe ainda outra indicação para a doação de óvulos: doenças genéticas e cromossômicas transmissíveis quando não for possível o Diagnóstico Pré-Implantacional(DPI -www.ipgo.com.br/pgd).